
Vim complicar tudo aquilo que era simples, da-me mais uma oportunidade. Vêm , vêm comigo, vêm mais uma vez fazer-me feliz, vêm. Preciso tanto das tuas doces palavras, do teu sorriso, isto chega-me, mas vêm comigo. Não quero mais nada, não quero alcançar mais nada, quero ficar contigo, quero ultrapassar este erro que cometi. Eu já não sei que fazer, sinto-me tão (...)
Sinto-me falecida neste vasto mundo, neste pequeno universo. Já nem consigo encontrar cometas no céu, aquelas que a noite eu percorria com os meus olhos e pedia desejos. (..) Já nem consigo abrir a janela do meu quarto, não consigo sentir a frescura do vento, poder andar na relva dos parques, nadar na piscina, chapinhar na água, sentir o calor do sol e mesmo assim a janela não se abria. Cada vez sentia que o meu mundo estava a diminuir, continuava no meu quarto, sentia-o mais pequeno e asfixiante, eram sempre as mesmas paredes, a mesma janela, os mesmo objectos, mas o meu olhar continuava distante e longinquo pregado na linha do horizonte á espera que conseguisse abrir a janela.
Ainda tenho a esperança que um dia consigamos voltar.
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