domingo, 30 de janeiro de 2011

Até amanhã, boa noite


Mais uma vez, sentada num enorme cadeirão, ao pé do lume de chão a olhar pela janela da sala, vejo as flores do jardim a abanarem com o vento, é o vento que tombou tudo. E agora, conto as horas para que tudo isto passe, para que a nostalgia abale, para que tudo desapareça. Estou cansada de ver as outras pessoas sempre com motivos de sorrirem e eu não, nunca me apercebo de nada, nunca me sinto contente com nada, nunca nada chega. Não sei, sinto saudades tuas, das manhãs apaixonadas, das tardes com uns breves beijinhos e as noites que eram cinzentas e tu as pintavas com todas as cores do arco-íris, tenho saudades de tudo isso. Até amanhã, boa noite meu amor.

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