domingo, 3 de julho de 2011

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Não consigo explicar isto, sinto uma paz estranha, o que precisava mesmo era respirar fundo e apreciar a suavidade da praia, as ondas a rebentarem nas rochas, passear sem fim naquela areia molhada, ouvir os relatos das pessoas, a melodia das pessoas que insistem em cantar e que me apetece dançar por ali fora e que cada passo seja dado com espectáculo por si mesmo e fazê-lo a sorrir, longe de tudo e todos, de devaneios, das preocupações com as pessoas. Apetecia-me mergulhar entre uma onda e destemidamente brincar como uma criança de apenas cinco anos, improvisar as brincadeiras e ir até a toalha, meter-me ao sol e bronzear, sentir mesmo o sol a queimar. Preciso disto, um dia disto, bastante cansativo, chegar a casa ir até a piscina tirar o sal que me enche o corpo, tirar uns minutos e tomar um grande banho, passear sem fim entre a noite dentro, chegar a casa receber um abraço teu e adormecer. Não me importava de todo ter todos os dias igual a este. Bom do Algarve, este ano vou-me encontrar em Monte-gordo e Vilamoura.

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